A paciente se incomodava principalmente com a região central do rosto, próxima ao nariz e à maçã do rosto. Como muitas pacientes, também tinha receio de cicatrizes visíveis — especialmente aquelas na frente da orelha ou próximas à testa. Por isso, buscava um plano que tratasse suas queixas com segurança, mas sem cortes extensos ou aparentes.
Diante do receio em relação às cicatrizes e do desejo de um tratamento mais gradual, a indicação foi dividir o plano em duas etapas, respeitando o tempo e o limite que a paciente desejava em cada momento.
Na primeira etapa, o foco foi a região superior e central do rosto, além do olhar. Na segunda, realizada depois, o plano se voltou para o pescoço e o terço inferior da face — áreas que passaram a incomodar mais com o tempo.
Na primeira etapa, o acesso para a elevação do centro do rosto foi feito por pequenas incisões escondidas no couro cabeludo, próximas à costeleta. Um segundo acesso, no alto da cabeça, permitiu liberar a região temporal e elevar a cauda da sobrancelha. A blefaroplastia foi realizada através da prega natural da pálpebra.
Na segunda etapa, o acesso foi feito por uma incisão escondida atrás do lóbulo da orelha, permitindo tratar os tecidos profundos do pescoço, mandíbula e linhas de marionete — sem necessidade de cortes na frente da orelha.
Em ambas as etapas, o objetivo foi tratar as estruturas profundas do rosto mantendo as cicatrizes completamente discretas.
Nem toda paciente precisa — ou deseja — passar por uma cirurgia extensa de uma só vez. Quando existe receio em relação a cicatrizes ou preferência por um processo mais gradual, dividir o tratamento em etapas pode ser uma abordagem tão eficaz quanto seguro.
Neste caso, a paciente dividiu o tratamento em duas etapas, priorizando inicialmente o terço central e o olhar e, posteriormente, abordando a flacidez do pescoço e do contorno inferior. Essa estratégia permitiu um gerenciamento gradual e planejado dos efeitos do tempo.
O objetivo cirúrgico focou na melhora expressiva das estruturas anatômicas em cada momento, estabelecendo metas técnicas realistas e cientes de que a medicina não é uma ciência exata: cada etapa envolveu a cicatrização e a acomodação independente dos tecidos, respeitando o ritmo e os limites biológicos do próprio organismo.
As fotografias mostradas nesta página foram registradas cerca de 20 dias após a segunda etapa do tratamento — um estágio ainda inicial de cicatrização e acomodação dos tecidos. Nessa fase, é esperado algum grau de inchaço residual, com o resultado se revelando de forma mais completa nas semanas seguintes. Ainda assim, já é possível notar o contorno mais definido buscado pela paciente, refletindo a proposta do plano cirúrgico em duas etapas.